Google pretende ser mais sociável com o 'Buzz'

Posted by | Posted in , | Posted on 11:03 PM

Todos querem tirar uma casquinha do crescimento das redes sociais. Nessa briga, vale copiar descaradamente o concorrente e transferir uma base de clientes já existente para um outro produto. É algo assim que o Google está tentando como Buzz, lançado na terça-feira. Não chega a ser mais uma aplicação, mas um “aditivo” que a empresa implantou no popularíssimo Gmail. O Buzz funciona como um agregador das atividades do usuário em algumas redes sociais – Twitter, Flickr, Picasa (do próprio Google) já estão incluídos no pacote.

Ao contrário de outras novidades do Google, não é preciso inscrever-se para o Buzz, nem ser convidado. Todos os usuários do Gmail terão o ícone colorido do Buzz acrescentado na barra lateral. Mesmo que o usuário não esteja muito preocupado com isso, ele vai aparecer.

E, quando chegar, não estará sozinho. O Buzz gera automaticamente para o usuário uma lista de seguidores, à moda do Twitter. O sujeito abre a aplicação pela primeira vez e descobre que já está “seguindo” 10 ou 12 pessoas. A lista surge a partir dos contatos mais frequentes do Gmail e o Gtalk (a aplicação de bate-papo do Google, que nunca rivalizou com o MSN, mas ganhou alguma popularidade depois que foi embutida na página de entrada do correio eletrônico).

Esse é um problema do Buzz, que pode gerar alguma dor de cabeça para o usuário. Se a pessoa tem um perfil público de usuário, a lista de seguidores e de “seguidos” aparece para qualquer um que o acessar – o su chefe, por exemplo. E, se você andou trocando recentemente e-mails um concorrente, é possível que ele apareça na sua lista. A falha foi apontada pelo site americano Business Insider. Nada, no entanto, que um pouco de cautela não possa resolver, com alterações no perfil.

Na primeiras horas depois do lançamento, as opiniões foram divididas. Houve quem apontasse grandes virtudes na aplicação e um número apreciável de pessoas que não viram nada além de mais uma tentativa de emular produtos bem sucedidos, como o Twitter e o Facebook – blogueiro Ryan Singel, em sua coluna no website da revista Wired, chegou a dizer que o objetivo do lançamento era “murchar” o Fa­­cebook.

Não é a primeira vez que o Google lança uma ferramenta que se propõe a integrar diversas formas de comunicação. No ano passado, a empresa criou muita agitação na internet com o Wave, uma ferramenta que permita bate-papo e compartilhamento de arqui­­vos em tempo real. Passados seis meses, no entanto, pouca gente se lembra do Wave.

fonte: Gazeta do Povo

Nossa Opnião
As redes socias só estão crescendo na web, cada vez mais, e o Google não tinha algum serviço que se aproximasse de uma ferramenta social (não tinha ainda). O Orkut, apesar de ser uma rede social, hoje está morta. E são bem poucos os países que ainda  usam esse serviço hoje em dia (o Brasil é um deles).

Talvez o 'Google Buzz' de certo, talvez não. Isso só o tempo e a forma com que as pessoas o veem irá definir o seu sucesso (ou não-sucesso). Mas o Google está aderindo a redes sociais e isso está fazendo com que ele comece a deixar de seguir um de seus principais padrões: "simplicidade e facilidade de acesso e conteúdo direto."

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